Os recifes de corais, os maiores e mais ricos recifes do Brasil e de todo o Atlântico sul ocidental são das mais belas paisagens do oceano encontrados no litoral sul da Bahia.
Eles estão espalhados por uma área de aproximadamente 6.000 ha. Mergulhadores profissionais e amadores consideram Abrolhos um dos pontos mais bonitos do mundo. Mergulhar é imprescindível e fundamental para quem deseja vislumbrar um festival de luzes e cores em um mundo submerso e silencioso, com profundidade máxima de 30 metros.
Abrolhos reúne condições de mergulho excelentes e raras, quando juntas: águas oceânicas rasas e cristalinas a uma temperatura entre 23°C no inverno e 27°C no verão. A temperatura do ar varia de inverno a verão, entre 24ºC a 27°C e a transparência da água em torno de 15 a 25 metros.
Os navegadores portugueses do século XVI alertavam sobre o litoral sul da Bahia: "Quando te aproximares de terra, abre os olhos". De tanto repetirem o aviso, criou-se a pronunciada "Abrolhos", que deu nome à região. Significava um grande perigo aos navegantes e, atualmente, identifica um destino ecoturístico dos mais privilegiados no alto mar do extremo sul da Bahia.
O arquipélago é formado por cinco ilhas: Santa Bárbara, Sueste, Redonda, Siriba e Guarita. Na porção terrestre do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, as tartarugas desovam, enquanto atobás, fragatas, pilotos e grazinas, em diferentes épocas do ano, vão nidificar (fazer ninhos). O Parque recebe anualmente mais de 15 mil visitantes monitorados pelo IBAMA e o Instituto Baleia Jubarte. O farol (fabricado na França) localizado na ilha de Santa Bárbara ilumina a noite dos navegadores.
O que fazer
Vislumbrar recifes de corais raros, admirar as baleias Jubarte, participar de um safari fotográfico, explorar naufrágios, como o cargueiro Rosalina, que afundou no início do século XX, e cavernas submarinas, em mergulhos orientados, estão entre as principais atividades ecoturísticas praticadas em Abrolhos.
Uma das maiores concentrações de peixes por metro quadrado do planeta, em quantidade e variedade, está em Abrolhos. São barracudas, sargo-de-beiço, budião, peixe-frade, guarajuba, pescada-gaiva, bicudas, peixe-papagaio, peixe-cirurgião, peixe-anjo, peixe-borboleta, cioba ou vermelho, agulha, moréia, baiacu-espinho, xaréus, jaguricá, balemas, piragicas, cereletis, cocorocas, cavalo-marinho e badejos, além de ricos bancos de camarões.
Como chegar
Dista aproximadamente 38 milhas náuticas de Caravelas.
As principais agências de turismo receptivo em Caravelas e Prado oferecem passeios ao arquipélago de Abrolhos em embarcações do tipo lanchas, veleiros, escunas e trawlers, para mergulhadores.
Lotação a partir de 6 até 15 pessoas, que fazem o percurso em 1h30 a 6 horas, a depender do tipo do barco e do passeio escolhido. Duração de um a cinco dias e pernoite a bordo.
Todas as embarcações que operam Abrolhos são credenciadas pela Marinha, IBAMA e Embratur.
Foto: Jotafreitas
Recifes das Guaratibas
Recifes de coral cheios de peixes multicoloridos, crustáceos, moluscos, e onde se pode ver golfinhos e tartarugas. Passeios diferentes em embarcações que saem do cais de Prado no rio Jucuruçu e são pilotadas pelas mãos hábeis de quem está familiarizado com o movimento do mar e das marés.
Ir aos recifes das Guaratibas é um ótimo passeio para a família inteira. Os peixes coloridos podem ser vistos só com óculos de mergulho, mais nada. A maré vazante permite andar pelo local - sempre com um tênis ou sandália, para não machucar os pés nem os corais -, e tudo fica só a 45 minutos da barra do rio Jucuruçu."
Descrição: O mergulho é uma deliciosa maneira de contemplar as águas cristalinas de Guaratiba.
Foto: Xando Pereira
Curumuxatiba
Vila das Marés
Originou-se de uma aldeia de índios tupiniquins que habitavam a costa brasileira da foz do Rio Doce - divisa da Bahia com o Espírito Santo - até Camamu, na Bahia.
Os índios a chamavam de Cumuruxatiba, que na língua tupi quer dizer lugar onde há grande diferença entre a maré alta e a maré baixa. O balneário de Cumuruxatiba, há bem pouco tempo, era apenas uma tranqüila vila de pescadores até ser descoberto por turistas brasileiros e estrangeiros em busca de vida mansa, águas mornas, praias rasas e panorama paradisíaco. Aí se destacam as praias do Pier e a praia do Rio do Peixe, com represa de água doce, falésias, praias de areias monazíticas e vestígios do que foi um pier de madeira que avança um quilômetro mar adentro.
Cumuruxatiba faz parte da Reserva Extrativista Marinha do Corumbau e está próxima dos parques nacionais Monte Pascoal e Descobrimento, áreas da mata atlântica preservadas no extremo sul da Bahia.
O clima ensolarado nas quatro estações permite desfrutar dos atrativos o ano todo; a boa infra-estrutura de hospedagem, a culinária típica e saborosa, e o artesanato rico e de bom gosto, fazem de Cumuruxatiba uma ótima opção para suas férias e um dos mais interessantes destinos ecoturísticos do Brasil.
(Fontes: "Roteiros Ecoturísticos da Bahia", Superintendência de Desenvolvimento do Turismo, BA, 2002; "Cumuruxatiba - Um banho de natureza!", publicação local, 2003.)
Foto: Xando Pereira
Rio Jucuruçu
O rio Jucuruçu é o principal escoadouro fluvial de Prado e sua nascente está no município mineiro de Felisburgo. Vertendo para leste, atravessa o município de Itamaraju e desemboca no Oceano Atlântico a um quilômetro da cidade de Prado, depois de um curso de aproximadamente 300 km. Seus principais afluentes são o rio do Norte e o rio do Sul, que se unem na altura da Fazenda Duas Barras, a 24 km de sua foz.
A bacia hidrográfica do rio Jucuruçu atinge de forma parcial ou integral sete municípios, sendo três no Estado de Minas Gerais (Palmópolis, Felisburgo e Rio do Prado) e quatro no Estado da Bahia (Vereda, Jucuruçu, Itamaraju e Prado), e assume importância internacional por fazer parte do "corredor da biodiversidade".
A história de Prado e o rio Jucuruçu estão intimamente ligados, pois a origem da cidade foi uma aldeia de índios descendentes dos aimorés que, provavelmente, desceram pelo rio, vindos das serras de Minas Gerais, e estabeleceram-se na sua margem esquerda, próximo ao mar, antes de 1755.
Logo depois, a Aldeia de Jucuruçu passou a ser "Vila" e, em fins de 1764, progredindo, foi criada uma Nova Vila. A barra do rio Jucuruçu era segura e as terras da região, férteis e de qualidade, tinham no rio o escoadouro da grande produção de farinha e frutos diversos que ganhavam o mar em direção a cidades da Bahia e Rio de Janeiro.
Hoje, o estuário do rio Jucuruçu é relevante pela sua biodiversidade e nele está localizado o único porto dos barcos que saem para a pesca no alto mar ou passeios turísticos. Recentes estudos coletaram exemplares de peixes pertencentes a 13 famílias e 17 espécies, entre eles alguns de maior valor econômico, como o robalo, a tainha, o carapicu, o cabeçudo e a pititinga.
O rio Jucuruçu foi e será um motivo especial para a cidade de Prado, não sendo em vão toda a mobilização possível para manter viva a idéia da formação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Jucuruçu.
É possível fazer passeios de escuna, mergulhos ecológicos, pesca submarina, cavalgadas e caminhadas guiadas na mata virgem, e observar as baleias Jubarte em sua visita anual à região (entre julho e novembro).
Piscina Natural
Local: Costa das Baleias > Prado > Abrolhos
Descrição: Em Abrolhos, as maravilhosas piscinas naturais formadas pelos recifes podem ser conhecidas por meio do mergulho.
Praia do Arnaldo
Local: Costa das Baleias > Prado > Curumuxatiba
Descrição: A belíssima Curumuxatiba pode ser contemplada por meio de banhos, caminhadas e esportes náuticos.
Créditos: Jotafreitas
Corumbau
Local: Costa das Baleias > Prado
Descrição: As praias de Corumbau são muito procuradas por turistas.
Créditos: Jotafreitas
Ponta do Corumbau
Praia de Japara
Local: Costa das Baleias > Prado
Descrição: Praia de Japara, ótima para banhos e caminhadas.
Créditos: bahiatursa